A ascendência surpreendente dos antigos Egípcios: o primeiro estudo sobre o genoma das múmias revela que eles eram mais turcos e europeus do que africanos

Traduzido por ND, 20 de dezembro de 2017, referindo-se ao artigo de Harry Pettit (30 de maio de 2017) para http://www.dailymail.co.uk/.

Esta imagem mostra o sarcófago de Tadja, Abusir el-Meleq, uma das múmias cujo o DNA foi analisado no novo estudo

Esta imagem mostra o sarcófago de Tadja, Abusir el-Meleq, uma das múmias cujo o DNA foi analisado no novo estudo.

Click! The surprising ancestry of ancient Egyptians: First ever genome study of mummies reveals they were more Turkish and European than African

Populações imigrantes que contribuíram para a herança egípcia entre 1400 aC e 400 dC.

Populações imigrantes que contribuíram para a herança egípcia entre 1400 aC e 400 dC.

O sítio arqueológico de Abusir-el Meleq (laranja X), a partir do qual as múmias antigas foram tomadas e a localização das amostras egípcias modernas utilizadas no estudo (círculos de laranja)

O sítio arqueológico de Abusir-el Meleq (X laranja), a partir do qual as múmias antigas foram tomadas e a localização das amostras egípcias modernas utilizadas no estudo (círculos laranjos).

Os cientistas analisaram o DNA antigo de múmias egípcias que remonta a 1400 aC a 400 dC e descobriram que eles compartilhavam genes com os povos do Mediterrâneo. Assim, eles descobriram que os antigos Egípcios eram intimamente relacionados com os povos antigos do Levante - agora a Turquia, Síria, Jordânia, Israel e Líbano. Eles também eram geneticamente semelhantes às populações neolíticas da Península da Anatólia e da Europa.

O estudo inovador usou avanços recentes em técnicas de sequenciamento de DNA para realizar um exame mais aprofundado da genética das múmias do que antes. Publicado na revista Nature Communications, O estudo revelou assim que os Egípcios modernos compartilham mais ascendência com os Africanos subsaarianos do que os Egípcios antigos.

De fato, os dados mostram que os Egípcios modernos compartilham cerca de oito por cento mais de ascendência, no nível nuclear, com as populações africanas subsaarianas do que com os antigos Egípcios.

O Egito é um lugar promissor para o estudo de povos antigos porque era um centro comercial mundial. Este é provavelmente a razão pela qual os Egípcios antigos tiveram uma composição genética tão diversificada, disseram os autores da Universidade de Tuebingen e do Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana em Jena.

"A história do povo egípcio é complexa porque está no ispus da África, a porta de entrada para um continente e sofreu muitas mudanças históricas", disse Johannes Krause, autor principal do estudo.

O antigo Egito durante o 1 milênio aC tinha sido dominado por muitas potências estrangeiras. A pesquisa da equipe consistiu em desvendar a história genética dos Egípcios, comparando as amostras de DNA colhidas de nativos modernos bem como antigos.

Os pesquisadores conseguiram estabelecer pela primeira vez uma base de dados genética exaustiva para estudar o antigo passado do Egito. "Houve muito debate sobre se a dominação estrangeira, como a dos Assírios, dos Núbios, dos Gregos ou dos Romanos, mudou a composição genética antiga, tornando-os mais ou menos africanos", disse o professor Krause para MailOnline. "Queríamos testar isso e descobrimos que havia uma continuidade genética entre o antigo reino e o período romano.

"No entanto, nos últimos 1.500 anos, o Egito tornou-se mais geneticamente africano, enquanto os antigos Egípcios não apresentavam quase nenhuma ascendência da África subsaariana e uma forte afinidade com as populações do Próximo Oriente e da Europa".

A equipe amostrou 151 indivíduos mumificados do sítio arqueológico de Abousir el-Meleq, ao longo do Nilo no Egito Médio. Os avanços recentes no estudo do DNA antigo forneceram uma oportunidade para confrontar os dados existentes sobre a história egípcia com os dados genéticos antigos. O novo estudo foi capaz de extrair os dados completos de DNA de três múmias egípcias antigas e segmentos que podem ser usados para o DNA de 90 outras múmias.

A equipe usou métodos de sequência de próxima geração para ler segmentos de DNA nas amostras. Isso torna os resultados do novo estudo muito mais confiáveis do que aqueles de qualquer pesquisa de DNA sobre múmias que ocorreram antes.

A extração confiável de DNA nuclear de múmias egípcias é, portanto, um avanço na genética que abre a porta para estudos mais detalhados de restos mumificados. Eles foram capazes de usar os dados coletados para testar hipóteses anteriores derivadas de dados arqueológicos e históricos e de estudos de DNA modernos. O professor Alexander Peltzer, da Universidade de Tübingen, disse: "Estávamos particularmente interessados nas mudanças e continuidades na composição genética dos antigos habitantes de Abousir el-Meleq. "Queríamos verificar se a conquista de Alexandre o Grande e outras potências estrangeiras deixaram uma impressão genética na população egípcia antiga".

A equipe queria então determinar se as populações antigas estudadas foram afetadas no nível genético pela conquista e dominação estrangeiras durante o período estudado, comparando também essas populações com as populações egípcias modernas.

O estudo revelou que os antigos egípcios eram muito próximos das antigas populações do Levante (Turquia, Síria, Jordânia, Israel e Líbano) e também eram intimamente relacionados com as populações neolíticas da península da Anatólia e da Europa.

O coautor Wolfgang Haack, líder do grupo de pesquisa no Instituto Max Planck, acrescentou: "A genética da comunidade Abusir el-Meleq não sofreu grandes mudanças nos 1300 anos estudados, sugerindo que a população permaneceu geneticamente relativamente poupada pelas conquistas e soberanias estrangeiras".

Esses resultados foram muito bem recebidos por muitos geneticistas. No entanto, falta agora a ser determinado se os indivíduos que foram analisados em Abusir el-Meleq são representativos de toda a população do tempo. O Egito era um território imenso...

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