O livro etrusco do século III aC. que apareceu no Egito, usado como bandagem de uma múmia

Por ND, 15 de novembro de 2017, referindo-se ao artigo de Guillermo Carvajal (17/02/17) para https://www.labrujulaverde.com/

O Liber Linteus Zagrebiensis do Museu Arqueológico de Zagreb

Seria do Século III a.C. que dataria o mais antigo texto conhecido na língua etrusca, o Liber Linteus Zagrebiensis (o livro de linho de Zagreb) do Museu Arqueológico de Zagreb, além de ser o único livro conhecido da antiguidade escrito sobre linho.

O livro consta de 230 linhas, totalizando um total de cerca de 130.000 palavras, das quais apenas 1200 são aré agora reconhecidas, devido ao seu mau estado de preservação.

Na verdade, quando foi descoberto em meados do século XIX, as roupas de linho contendo a inscrição foram reutilizadas para a bandagem de uma múmia no Egito. Curiosamente, as datas de carbono-14 revelaram uma contemporaneidade entre os dois elementos, em torno de 250 aC.

Quanto ao manuscrito, é provável que tenha sido composto no próprio Egito por um membro da classe alta etrusca, onde o linho era cultivado na região há séculos.

Através da menção de algumas divindades locais, foi possível estabelecer a origem (do texto ou do seu inventor), a uma região situada no sudeste da Toscana, entre as cidades de Arezzo, Perugia, Chiusi e Cortona.

Uma vez que a língua etrusca ainda não foi decifrada, podemos ler apenas algumas palavras, como nomes de deuses e festivais, o que sugeriria que seria uma espécie de calendário litúrgico, notificando rituais para cada dia do ano.

De acordo com alguns autores, como Sergei Rjabchikov, poderia estar relacionado à astronomia devido à notificaçao de nomes de constelações e outros corpos celestes, e estes poderiam ser registros astronômicos de observações para prever o clima e outros eventos. Ele ainda afirmou ter identificado a menção de um eclipse solar que aconteceu o 11 de fevereiro de 217, apenas visível na península italiana. Isso reforçaria a teoria de que o livro poderia ter sido escrito no Egito por um sacerdote etrusco que emigrou para a área no contexto da Segunda Guerra Punica (que começou em 218).

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