O templo mais antigo da humanidade era associado a um culto do crânio

Por ND, 15 de novembro de 2017, referindo-se ao artigo de Judith de Jorge (28/06/17) para http://www.abc.es/

Crânios incisados trazem evidência de um "culto do crânio"

Click!Vários fragmentos de crânios incisados descobertos recentemente em Göbekli Tepe trazem novas informações sobre rituais operados no passado no mais antigo local de culto conhecido criado pela humanidade, adicionando assim uma nova parcela de mistério à vocação deste site . Eles mostram a existência para o periodo neolítico de um culto do crânio no local.

A arqueóloga Julia Gresky e seus colegas do Instituto Arqueológico Alemão descobriram em Göbekli Tepe três fragmentos de caveiras que revelam operações nunca vistas antes nos restos humanos da época.

Os primeiros exemplos dessas práticas datam de quase 15 mil anos. Trata-se dos crânios da caverna de Gough (Somerset, Inglaterra) utilizados como recipientes de alimentos. Os ossos pertenciam a três indivíduos, dois adultos e uma criança, da família Cro-Magnon. Desde então, ao longo da história, diferentes culturas honraram os crânios por várias razões, desde a adoração dos antepassados até a crença de que os crânios humanos poderiam transmitir propriedades protetoras.

Mas o que a equipe de Gresky observou era até então desconhecido. Cada crânio tinha incisões profundas feitas intencionalmente ao longo do plano sagital. Um deles também mostra uma perfuração no osso parietal esquerdo, bem como restos de ocre vermelho. Usando diferentes técnicas microscópicas para analisar os fragmentos, os pesquisadores descobriram que as operações foram realizadas usando ferramentas líticas, o que exclui causas naturais, como a atividade de roedores. Aparentemente, eles primeiro teriam arrancado o couro cabeludo e então praticaram incisões profundas no osso.

De acordo com Julia Gresky, as calaveras poderiam ter sido marcadas desta forma para diferenciá-las, como sinal de veneração para os parentes após a morte ou como troféu retirado aos inimigos derrotados.

"Embora não possamos falar de religião porque não temos provas, os resultados são a primeira demonstração do tratamento dos mortos no enigmático sitio de Göbekli Tepe. Nossas descobertas de crânios incisados se encaixam perfeitamente com os símbolos associados ao culto do crânio deste lugar. Uma representação de uma pessoa sem cabeça, uma estátua decapitada e muitas cabeças humanas feitas de pedra calcária indicam uma forte relação com o crânio, bem como evidências antropológicas diretas desde então", explica a pesquisadora.

A equipe pretende continuar analisando os ossos e espera encontrar mais crânios humanos em outras escavações.

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