Um monólito gigante de 10 mil anos descoberto na Sicília

Por ND, 15 de novembro de 2017, referindo-se ao artigo de Maxime Lambert (13/08/15) para http://www.maxisciences.com/

Um monólito gigante de 10 mil anos descoberto no canal da Sicília

Click!Na Sicília, ao redor do oitavo milênio aC, algumas comunidades mesolíticas tinham erigido um monólito monumental!

Foi durante uma expedição subaquática na Sicília que os arqueólogos descobriram um monólito gigante que remonta à Idade da Pedra. O monumento foi encontrado a 40 metros de profundidade no Mar Mediterrâneo, no canal da Sicília, um estreito localizado entre a ilha italiana e a Tunísia. O sítio arqueológico é situado a 60 quilômetros no mar, ao nível do que era antigamente uma ilha chamada Pantelleria Vecchia. De acordo com os arqueólogos, a Terra teria sido submersa após uma inundação maciça que ocorreu há 9 500 anos. O canal siciliano é uma das "áreas do Mediterrâneo central, onde as consequências do aumento das águas foram as mais espetaculares e intensas", escreveram os cientistas.

As observações preliminares indicam que a enorme laje de pedra foi esculpida pelo homem há cerca de 10 mil anos. A laje de pedra tem cerca de 12 metros de comprimento e pesa 15 toneladas. Foi construída a partir de um único bloco grande, que teve que ser extraído, transportado e depois esculpido e instalado, provavelmente para fins religiosos ou para sepulcros.

Agora em duas partes, o monólito superou o teste do tempo, preservado na lama do fundo do mar. Seu estado permitiu aos arqueólogos destacar os restos do trabalho humano. O monumento tem três buracos regulares, certamente perfurados pelo homem. Um cruza a pedra no meio, enquanto os outros dois estão do lado.

De acordo com os autores da descoberta, o monólito permite conhecer um pouco mais sobre as antigas civilizações da região mediterrânea. O monumento atesta das suas incríveis competências técnicas e das suas capacidades de colaborar para realizar projetos de grande porte.

"A descoberta revela a inovação e o desenvolvimento tecnológico dos habitantes do Mesolítico na região do canal da Sicília", comentou Emanuele Lodolo, do Instituto Nacional de Oceanografia e Geofísica Experimental de Trieste. "Esse esforço indubitavelmente revela capacidades técnicas importantes", disse ele.

A maioria das descobertas arqueológicas correspondentes a essa época eram feitas na Sicília mesma. No entanto, os especialistas acreditam que as águas sicilianas podem esconder muitas outras coisas. "Se queremos traçar as origens das civilizações na região do Mediterrâneo, devemos nos concentrar nas partes que estão agora imersas", concluiu Emanuele Lodolo.

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