Uma torre asteca formada de crânios humanos descoberta no México

Por ND, 15 de novembro de 2017, referindo-se ao artigo de Manon Costantini (4/07/17) para http://www.maxisciences.com/

Uma torre asteca formada de crânios humanos

Reconstituição de Tenochtitlán no momento da conquista

Em 1521, os conquistadores espanhóis, liderados por Hernán Cortés, descobriram e conquistaram Tenochtitlan, a capital do império asteca (agora a cidade de México) dois anos após sua chegada à costa sul-americana.

A narrativa de um soldado espanhol, Andres de Tapia, que acompanhou Hernán Cortés, descreve uma "torre de crânios" na antiga capital asteca destruída no século XVI por Hernán Cortés. Esta construçao poderia bem ter sido encontrada recentemente...

Mais de 650 crânios humanos foram encontrados nas entranhas da cidade de México, onde a antiga capital asteca estava localizada. Os restos estão dispostos um ao lado do outro formando uma espécie de torre que levanta novas questões sobre os ritos sacrificiais dos Astecas.

Na verdade, sob a cidade de México, os arqueólogos descobriram uma "torre do crânio". O achado foi feito perto do Templo Mayor, uma pirâmide localizada na antiga capital dos Astecas. No total, 676 crânios humanos foram exumados do porão. De acordo com os arqueólogos, esses restos foram cobertos com limão e deveriam fazer parte do "Huey Tzompantli", um altar onde os fragmentos humanos estavam sendo empalados à vista de todos, como sacrifícios. Medindo cerca de seis metros de diâmetro, a torre foi instalada em um canto da capela de Huitzilopochtli, o deus asteca da Guerra e do Sol. As escavações começaram em 2015, mas é apenas recentemente que os arqueólogos descobriram a magnitude da tarefa e a base da torre nao foi ainda desenterrada.

Em uma inspeção mais próxima das caveiras, os arqueólogos ficaram surpresos: a maioria dos crânios encontrados eram os de mulheres e crianças. Como a literatura e os traços deixados pelos Astecas testemunham, o povo ameríndio regularmente se prestava a sacrifícios humanos, geralmente de soldados capturados, a fim de satisfazer os deuses. Foi aqui que a presença de mulheres e crianças, que não deveriam ser soldados, intrigou os especialistas.

"Nós esperávamos ver apenas homens, claro, homens jovens como deveriam ser os combatantes, mas não mulheres e crianças", disse Rodrigo Bolanos, um antropólogo. "Algo aconteceu que não temos testemunho, e é realmente uma novidade para o Huey Tzompantli". Os ritos sacrificiais e, em particular, a maneira pela qual os Astecas escolhiam as suas vítimas, ainda conservam uma parte de mistério. Mas é possível, por exemplo, que as mulheres e os filhos sacrificados sejam escravos e não soldados. A continuação das escavações poderia levar à descoberta de novos crânios e, assim, permitir saber mais.

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