A referência mais antiga de Londres

Traduzido por ND, 16 de junho de 2018, referindo-se ao artigo de JASON URBANUS (12/12/16) para https://www.archaeology.org

Um tablete de madeira do século I dC encontrado em uma escavação em Londres tem a mais antiga referência conhecida a Londinium.

Um tablete de madeira do século I dC encontrado em uma escavação em Londres tem a mais antiga referência conhecida a Londinium / © MOLA.

O primeiro assentamento no local da moderna Londres foi a cidade romana de Londinium, estabelecida em torno de AD50

O primeiro assentamento no local da moderna Londres foi a cidade romana de Londinium, estabelecida em torno de AD50. Na direita: Cera derretida estava aplicada nos tabletes com uma espátula (direita) e uma caneta decorada (esquerda) estava usada para escrever o texto / © MOLA.

Click!A maior coleção de tabletes de madeira (antigamente cobertos com cera) oferece um vislumbre intrigante da vida no início da Londres romana.

Mais de 400 tabletes de madeira foram descobertos por arqueólogos do Museu de Arqueologia de Londres (MOLA) durante escavações no local da nova sede europeia da Bloomberg. A Londres Romana (chamada Londinium) foi fundada por volta do ano 50 d.C., e os textos recuperados, escritos por residentes comuns, mencionam muitos nomes, bem como eventos e transações que ocorreram nas primeiras décadas do estabelecimento romano.

Os tabletes, que começaram a ser publicados em 2016, representam um método popular de escrita romana que usava um estilete afiado para gravar letras em uma fina camada de cera espalhada sobre uma pequena placa. Como esses tabletes eram feitos de madeira, raramente chegaram até nos. No entanto, o local de escavação da Bloomberg está localizado ao longo do que foi antigamente o rio Walbrook. A maioria dos tabletes descobertos fazia parte de um antigo lixão que foi usado para preencher as zonas húmidas para criar terrenos de construção na época romana. As condições lamacentas e livres de oxigênio desempenharam um papel na preservação desses tabletes de quase 2.000 anos de idade. Embora as inscrições reais na cera tenham desaparecidas há muito tempo, às vezes os escribas aplicavam muita pressão e gravavam acidentalmente a escrita na madeira embaixo da cera.

"A coleção é extremamente valiosa", diz a arqueóloga Sophie Jackson, "porque os tabletes são dos primeiros anos de Londres, eles oferecem novas perspectivas sobre as pessoas que viveram, trabalharam e negociaram lá e administraram a nova cidade, bem como sobre as estruturas sociais, econômicas e legais que estavam em vigor ".

Até o momento, 19 dos 405 tabletes de madeira foram decodificados através de um processo exigente que usa fotografia multidirecional e análise microscópica. Entre eles está o mais antigo documento manuscrito da Grã-Bretanha e a primeira referência conhecida de Londinium. Alguns textos parecem documentos legais e contratos, enquanto outros são correspondências pessoais. E um tablete, que simplesmente contém o alfabeto, poderia ter sido parte de uma aula de escola.

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