Para navegar sem bússola, os vikings usavam cristais?

Traduzido por ND, 8 de abril de 2018, referindo-se ao artigo de Gregory Rozieres (05/04/18) para https://www.huffpostmaghreb.com/

A Basílica Catedral de Notre-Dame

Pedra do Sol e Cristal Lendário / CC ARNIEIN WIKIMEDIA COMMONS

Nas lendas nórdicas, às vezes falamos de "pedras do sol". Pesquisadores verificaram se tal objeto poderia ajudar a desafiar o mar.

Há mais de mil anos, os vikings percorriam os mares e o oceano Atlântico, navegando até a Islândia ou a Groenlândia. No entanto, naquela época, a Europa não sabia da existência da bússola, inventada pelos Chineses.

Nós sabemos que eles usavam o sol para orientar-se. Mas quando o tempo estava nublado? Mistério. Em um estudo publicado em 4 de abril de 2018 na revista Royal Society, os pesquisadores acham que encontraram uma explicação. Os Escandinavos podem ter usado cristais muito particulares, mais exatamente calcitas.

Este mineral permite determinar a posição do sol, mesmo quando está oculto pelas nuvens. Simplificando, digamos que uma onda de luz faz vibrar um campo elétrico (e magnético) em várias direções. Quando a luz passa pela atmosfera, essas vibrações assumem a forma de círculos concêntricos.

Impossível detectar ... exceto usando de um cristal de calcita, por exemplo. Quando a onda de luz passa para este mineral, a luz polarizada toma um caminho diferente. Ao jogar inteligentemente com dois cristais, é possível saber exatamente onde o sol está, mesmo que não seja visível.

A ligação com os vikings? Precisamente, lendas antigas, a do rei Olaf, por exemplo, falam de uma "pedra do sol". Um "instrumento óptico feito de cristal para determinar a posição do sol, mesmo que seus raios não sejam visíveis".

A mitologia é uma coisa, mas como isso funcionaria na realidade? De fato, em 2011, uma outra equipe de pesquisadores criou uma pequena caixa de madeira feita de dois cristais para determinar a posição do sol, com uma margem de erro de apenas 1%.

O que poderia permitir navegar pelos oceanos? É o que os autores do estudo publicado se perguntaram. Através de uma simulação por computador, eles imaginaram uma viagem de barco da Noruega para a Groenlândia, com mudanças nas condições climáticas. Para se guiar quando o céu está nublado, os marinheiros virtuais usaram de uma pedra do sol.

A viagem foi feita 36.000 vezes. Resultado: se os marinheiros usassem o cristal para verificar seu curso pelo menos uma vez a cada três horas, eles teriam mais de 80% para chegar com segurança. Em baixo disso, as chances de sucesso caem muito rapidamente e o barco é perdido no mar (a menos de conseguir chegar ao Canadá).

Em teoria, portanto, tudo sugere que seria possível fazer tal viagem. Na condição que a famosa pedra do sol citada nas lendas viking seja bem o que acreditamos. Disso, não temos certeza. Na verdade, nenhuma pedra do sol foi encontrada nos locais Viking até agora.

A única "prova", muito pequena, consiste em um cristal de calcita descoberto em 2013 em um navio inglês do século XVI. Os ingleses poderiam ter sido inspirados pelas supostas técnicas da navegação escandinava. Para confirmar essa teoria, seria necessário encontrar um cristal desse tipo nos vestígios viking.

Ler em contexto

Ultimas noticias

Algumas noticias recentes sobre a categoria Idade Média publicadas no site.

A Era Viking teria começado na Dinamarca
12 de março de 2018

A Era Viking teria começado na Dinamarca

Os Vikings desenvolveram seus conhecimentos marítimos navegando entre a Dinamarca e a Noruega. A navegação marítima era importante para eles, e suas longas viagens no mar eram únicas para o seu tempo. Três arqueólogos da Universidade de Aarhus (Dinamarca) e da Universidade de York (Inglaterra) mostraram que as viagens marítimas norueguesas para Ribe, o centro …

Um pente de 1000 anos narra o começo do alfabeto viking
12 de março de 2018

Um pente de 1000 anos narra o começo do alfabeto viking

Um pente de mil anos recentemente descoberto na Dinamarca, com a palavra "pente" inscrita nele, poderia ser uma pista valiosa para a origem do alfabeto viking. Sem dúvida, ninguém tem sido tão exaltado pela descoberta de um pente como o arqueólogo dinamarquês Søren Sindbæk. Ele e sua equipe de …

Descoberta de uma cidade maia de mais de 2000 km² na Guatemala

Descoberta de uma cidade maia de mais de 2000 km² na Guatemala

6 de fevereiro de 2018

É uma descoberta fundamental na redação da história maia. Arqueólogos e pesquisadores conseguiram identificar as ruínas de mais de 60.000 casas, palácios, estradas levantadas e até pirâmides, cobertas durante séculos pela selva do norte da Guatemala com a tecnologia Lidar, revelando a amplitude insuspeita das interconexões entre as cidades.

A descoberta é excepcional. Milhares de estruturas e edifícios maia desconhecidos, escondidos sob o dossel desde séculos, acabaram de ser vistos por arqueólogos. Essas construções em larga escala incluem pirâmides, palácios, centros cerimoniais, mas também obras menos espetaculares, como parcelas cultivadas ou moradias. Todas estão localizadas na selva do norte da Guatemala, e é graças ao uso do Lidar (Light Detection And …