Será que finalmente sabemos a verdadeira identidade de Jack, o Estripador?

De Nicolas Drouvot, 21 de março de 2019, referindo-se à noticia de Marina Marcout (19/03/19) no site https://www.maxisciences.com
bem como à noticia de Service Actu (20/03/19) no site https://www.lesinrocks.com e à noticia de Géraldine Woessner (20/03/19) no site https://www.europe1.fr

Jack, o Estripador

Jack, o Estripador

Jack the Ripper representado por Tom Merry na revista Puck

Jack the Ripper representado por Tom Merry na revista Puck (edição de Londres, 21 de setembro de 1889)

Três dos seis suspeitos da polícia pelos assassinatos de Jack, o Estripador

Três dos seis suspeitos da polícia pelos assassinatos de Jack, o Estripador. (Screenshot do Daily Mail)

O bioquímico Jari Louhelainen, da Universidade John Moores, examina o xale em seu laboratório

O bioquímico Jari Louhelainen, da Universidade John Moores, examina o xale em seu laboratório. Foto: Universidade John Moores

Click!Pesquisadores britânicos dizem que, depois de realizar novos testes de DNA, descobriram a identidade do assassino mais famoso do mundo, 130 anos depois dos fatos.

Será que um dos maiores mistérios da história criminal vem de encontrar seu epílogo? Segundo alguns pesquisadores, a identidade de um dos primeiros serial killers foi revelada após quase 150 anos de investigação. Uma equipe de cientistas diz que Aaron Kosminski é o verdadeiro Jack, o Estripador...

Por quase 150 anos, inúmeras teorias, das mais improváveis para as mais plausíveis, circularam sobre a identidade de Jack, o Estripador, apelido dado ao assassino que aterrorizou Londres (Inglaterra) no final do século XIX.

Uma investigação publicada na revista Journal of Forensic Sciences acabou de revelar o nome do culpado pelos assassinatos de prostitutas de Whitechapel. Explicações.

Para chegar a este resultado, uma investigação forense foi novamente conduzida por Jari Louhelainen, da Universidade John Moores, de Liverpool, e David Miller, da Universidade de Leeds (Inglaterra). Eles usaram um xale que pertenceria a Catherine Eddowes, a suposta quarta vítima (entre 5) de Jack, o Estripador e que ela teria usado no momento de sua morte. Seu corpo terrivelmente mutilado foi encontrado na noite de 30 de setembro de 1888 no bairro londrino de Aldgate.

Os pesquisadores analisaram os vestígios de sangue e sémen sobre as roupas. Eles então os compararam com fragmentos de DNA mitocondrial (que é transmitido pela mãe), extraídos de vários descendentes de Aaron Kosminski, há muito tempo suspeito de ser o serial killer. Foi assim que descobriram que as amostras correspondiam.

"Pelo que sabemos, este é o estudo mais avançado já feito sobre este caso", observaram os arqueólogos científicos em seu relatório.

Aaron Kosminski nasceu na Polônia em 1865. Chegou à Inglaterra na década de 1880 acompanhado por sua irmã e dois irmãos, a fim de escapar dos pogroms do império russo. Eles pousam em um dos bairros mais pobres de Londres, Whitechapel. É aqui, nos pequenos becos pitorescos, ao entardecer, que ele cometerá seus assassinatos a partir de 1888.

Esta não é a primeira vez que o nome desse homem aparece na investigação. Já na época dos fatos, este barbeiro de origem polonesa de 23 anos está entre os suspeitos da Scotland Yard.

Uma testemunha disse à polícia que ele viu Aaron Kosminski com uma das vítimas pouco antes de ela ser assassinada. Mas ele se retrate algum tempo depois. Na ausência de provas suficientes, ele não pode ser condenado. Sofrendo de alucinações e paranoia, Aaron Kosminski fez muitas estadias em um hospital psiquiátrico e terminou sua vida aos 53 anos.

Desde então, inúmeros detetives e pesquisadores investigaram o caso de quem assinava "Jack, o Estripador" nas cartas que enviava à polícia.

Seu nome já surgiu em 2014, quando Russell Edwards, um empresário britânico entusiasta pelo caso Jack, o Estripador, publicou um livro no qual afirma que Aaron Kosminski é de fato o serial killer da era vitoriana.

Aaron Kosminski era um barbeiro, o que pode confirmar a teoria de Russell Edwards, sugerindo que ele sabia manusear lâminas de barbear e sabia precisamente a anatomia humana. Aaron Kosminski foi internado em um hospital psiquiátrico porque tentou matar sua irmã algum tempo antes.

Mas sua análise foi criticada por muitos cientistas, questionando o método de trabalho com o DNA antigo e frágil. Mais uma vez, as principais figuras da genética se insurgem. Não é o DNA nuclear que os pesquisadores extraíram, o que está no núcleo da célula, mas o DNA mitocondrial em sua periferia. Este último não é exclusivo de uma pessoa. Cerca de uma em 2.000 pessoas pode ter o mesmo DNA, ou 7% da população caucasiana. Dizer que esse DNA corresponde ao de um descendente é, portanto, impossível.

Além disso, dúvidas persistem em relação ao xale. Um antiquário o comprou em leilão há alguns anos. Sua origem apresenta incertezas e, acima de tudo, não foi protegido durante 130 anos e tem sido manuseado com mãos nuas por centenas de pessoas.

Assim, durante várias convenções dedicadas a Jack, o Estripador, estavam presentes descendentes de Eddowes, e eles tocaram o xale, colocando assim seu DNA sobre ele. Os historiadores também afirmam que o xale nunca foi listado na lista de efeitos pessoais de Catherine Eddowes.

No final das contas, muitas perguntas permanecem sem resposta, e a lista de suspeitos permanece muito grande...

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