Um brinco de 2200 anos esclarece a vida na antiga Jerusalém

Tradução de Nicolas Drouvot, 26 de agosto de 2018, referindo-se à noticia de Le figaro.fr AFP agence (9/08/18) no site http://www.lefigaro.fr

O brinco representando a cabeça de um animal com chifres, o primeiro desse tipo encontrado em Jerusalém

O brinco representando a cabeça de um animal com chifres, o primeiro desse tipo encontrado em Jerusalém.

Arqueólogos trabalhando no local da cidade de David.

Arqueólogos trabalhando no local da cidade de David. MENAHEM KAHANA / AFP.

Click!Antigo de dois mil anos, o anel de estilo helenístico foi revelado por arqueólogos israelenses.

Considerada "muito surpreendente" pelos especialistas, esta descoberta é a primeira deste tipo para o local de escavação da "Cidade de David".

Arqueólogos israelenses revelaram em agosto de 2018 um brinco de ouro com mais de 2200 anos e representando a cabeça de um animal com chifres, o primeiro desse tipo encontrado em Jerusalém segundo eles. O anel helenístico foi descoberto em outubro de 2017 durante escavações no local chamado "Cidade de Davi" e foi objeto de um artigo científico, mas a descoberta ainda não havia sido apresentada à imprensa.

"Não sabemos muito sobre Jerusalém no período helenístico", no segundo e terceiro séculos aC, disse à AFP o professor Yuval Gadot, da Universidade de Tel Aviv, codiretor das escavações. A cidade "sempre foi considerada muito conservadora, não deixando entrar objetos do mundo exterior", continuou ele, então encontrar um brinco de estilo grego "é muito surpreendente".

"Isso abre um debate sobre a natureza da população de Jerusalém", ele observou. Não se sabe se o brinco foi usado por um homem ou uma mulher, nem de que religião o seu dono era, diz a autoridade arqueológica israelense em uma declaração. Mas a qualidade da joia e o fato de ter sido descoberta perto do Monte do Templo, onde foi erigido o templo judeu de Jerusalém destruído pelos romanos em 70, sugere que seu dono pertencia a uma classe privilegiada, acrescenta ele.

A cidade de David fica aos pés das antigas muralhas da cidade em Silwan, um bairro palestino em Jerusalém Oriental, anexado e ocupado por Israel. Constitui um sítio de escavação israelense intensivo e controverso, dada a discussão entre israelenses e palestinos sobre a soberania de Jerusalém Oriental e o significado da aposta histórica em tal contexto.

A cidade de David é dirigida pela organização nacionalista Elad, cujo objetivo declarado é fortalecer a presença judaica nos bairros árabes de Jerusalém Oriental. Segundo ela, o complexo arqueológico e turístico está localizado na cidade antiga construída pelo rei David, uma declaração disputada entre os arqueólogos.

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